Pilhagem e desenvolvimento destrutivo dos territórios campesinos pelos megaprojetos de mineração em Goiás no Brasil (Revisão)

  • Ricardo Junior de Assis Fernandes Gonçal Universidade Estadual de Goiás
Palabras clave: megaprojetos; mineração; território; goiás/brasil.

Resumen

O desenvolvimento das forças capitalistas e o avanço da fronteira do capital no Brasil contam com a exploração intensa de recursos naturais como terra, água e minérios como fonte de acumulação por espoliação. As implicações territoriais deste processo provocam a pilhagem da natureza e do trabalho. Neste sentido, os grandes projetos de mineração representam a força erosiva do capital mineral na apropriação do subsolo brasileiro, expropriação de comunidades tradicionais e conflitos socioambientais. O objetivo desta pesquisa é apresentar uma análise geográfica dos efeitos socioespaciais dos megaprojetos de mineração em Goiás, Brasil. A metodologia usada baseia-se em procedimentos qualitativos e quantitativos, tais como entrevistas, diário de campo, observação participante e levantamento de dados estatísticos. O texto apresenta a pilhagem causada pelos impactos do processo expansivo da mineração controlada empresas nacionais e transnacionais. Ao apropriar recursos naturais e transformar em commodities os grandes projetos de mineração ampliam as escalas de conflitos territoriais, expropriação de comunidades tradicionais e precarização do trabalho. Portanto, o extrativismo mineral baseado em megaprojetos implica ainda no desenvolvimento desigual e destrutivo dos territórios.

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Publicado
2018-12-17
Cómo citar
Fernandes Gonçal, R. (2018). Pilhagem e desenvolvimento destrutivo dos territórios campesinos pelos megaprojetos de mineração em Goiás no Brasil (Revisão). Roca. Revista Científico - Educacional De La Provincia Granma, 14(5), 131-144. Recuperado a partir de http://revistas.udg.co.cu/index.php/roca/article/view/611