O DISCURSO COMO PRÁTICA CULTURAL: FORMAS DE REPRESENTAÇÃO NA VIDA E NA ARTE (Original)

  • Cláudio Luiz Abreu-Fonseca Universidad Federal do Mato Grosso
Palabras clave: linguagens; sistemas semióticos; signos culturais; comunicação

Resumen

Este trabalho tem por objetivo refletir em que medida as formas de representação das linguagens e de seus sistemas semióticos contribuem para a produção de discursos como práticas culturais. Inicialmente, pretende-se abordar o problema de como a cultura é criada e qual o papel das linguagens na construção dos sentidos e das ideologias. A partir de uma concepção interacionista de semiótica, de base bakhtiniana, discute-se a utilização das linguagens e de seus respectivos sistemas semióticos na construção de práticas culturais que servem para a comunicação, na vida e na arte. Por fim, reflete-se sobre a significância das práticas discursivas cotidianas nutrirem os discursos da cultura e da arte, uma vez que a compreensão do enunciado poético pressupõe entender de antemão os enunciados da fala da vida e das ações cotidianas, constituindo um percurso para interpretação da obra de arte, reconhecendo que se trata de um tipo de especial de comunicação, mas que guarda semelhanças com a comunicação usual. Toda a discussão teórica é ilustrada com a análise de signos culturais, cujas referências principais são M. Bakhtin (Voloshinov), E. Benveniste e R. Barthes.

Publicado
2018-10-03
Cómo citar
Abreu-Fonseca, C. (2018). O DISCURSO COMO PRÁTICA CULTURAL: FORMAS DE REPRESENTAÇÃO NA VIDA E NA ARTE (Original). Redel. Revista Granmense De Desarrollo Local, 2(3), 118-135. Recuperado a partir de http://revistas.udg.co.cu/index.php/redel/article/view/121
Sección
Artículos